É imperativo que as mulheres dos países em desenvolvimento beneficiem de melhor acesso a serviços de saúde reprodutiva e a profissionais de saúde, que devem também dispor dos necessários medicamentos e material médico e ter capacidade de remeter as mulheres para cuidados de obstetrícia de emergência. É importante melhorar as infraestruturas para proporcionar estes cuidados de saúde às mulheres pobres e de meios rurais. Estas medidas salvarão milhares de vidas maternas e impedirão complicações médicas, como a fístula urinária, que causam sofrimento físico e psicológico. Infelizmente, muitos países destinam poucos ou quase nenhuns fundos aos cuidados de saúde pré-natal. Algumas medidas essenciais:
- promoção do acesso ao planeamento familiar, assente nas políticas individuais de cada país;
- a qualidade do cuidado pré-natal – pelo menos quatro visitas durante a gravidez - oferecido em todas as instalações e com a monitorização de todos os dados da mãe;
- a prevenção da transmissão de VIH de mãe para filho, com serviços que incluam testes, aconselhamento e profilaxia antiretroviral, bem como tratamento antiretroviral para cada mulher que necessite;
- o acesso a pessoal especializada – um médico, enfermeiro ou parteira – para cada parto;
- cuidados de emergência básicos, tanto de obstetrícia como para os recém-nascidos, adaptados às circunstâncias de cada país, em cada instalação onde tenham lugar partos.