A pobreza extrema desceu de 29% para 18%, entre 2000 e 2007. O Objectivo de reduzir para metade o número de pessoas que vive com menos de um dólar por dia, até 2015, permanece alcançável. Tal conquista dever-se-á ao crescimento económico que se verifica na maioria do continente asiático. Em contraste, as últimas estatísticas demonstram que muito pouco progresso foi feito na redução da pobreza extrema na África Subsariana.Estima-se que o aumento do preço dos alimentos leve mais 100 milhões de pessoas a cair na pobreza extrema, sendo as regiões mais afectadas a África Subsariana e o Sul da Ásia, actualmente as regiões onde se verifica o maior número de pessoas a viver em pobreza extrema.
A pobreza extrema está indissociavelmente ligada à fome crónica: 850 milhões de pessoas no mundo carecem de uma alimentação suficiente para satisfazer as suas necessidades calóricas básicas. A fome crónica conduz à subnutrição, a carência de vitaminas e minerais, a incapacidade física e mental, à fraqueza e à inanição. Acaba por tornar as pessoas vulneráveis à doença e agrava doenças às quais deveriam poder sobreviver.
A proporção de crianças subnutridas com menos de 5 anos de idade diminuiu de 33% em 1990 para 26% em 2006. Contudo, neste ano, o número de crianças com peso abaixo do normal excedeu os 140 milhões. Na medida em que a subnutrição infantil é representativa da fome da população como um todo, o progresso alcançado não é suficiente para atingir a meta deste ODM até 2015. Pior: a situação global será agravada pelo aumento do preço dos alimentos.