A Ajuda Pública para o Desenvolvimento (APD) está a diminuir, tendo passado de 107,1 mil milhões de dólares em 2005, para para 104.4 mil milhões de dólares em 2006 e 103.7 mil milhões em 2007. Excluindo as reduções à dívida, o valor líquido da APD aumentou 2.4%. A APD total permanece muito abaixo do objectivo de 0.7% do Rendimento Nacional Bruto (RNB): desceu para 0.28% do RNB em 2007 para o conjunto dos países desnvolvidos (Portugal 0,19%).

O comércio internacional apresenta barreiras que diminuem a capacidade de os países pobres partilharem os benefícios da globalização. As promessas continuarão por cumprir enquanto os países ricos não eliminarem as suas práticas comerciais injustas que distorcem os termos do comércio e dificultam o acesso dos países pobres aos mercados internacionais, tais como: os subsídios agrícolas que distorcem as condições de concorrência, as quotas de importação e o dumping.

A crise mundial dos alimentos é, em parte, resultado dos subsídios agrícolas domésticos e da protecção aduaneira aplicada pelos países desenvolvidos, o que por muitos anos desencorajou a produção agrícola nos países em desenvolvimento. O apoio dado pelos países desenvolvidos ao seu próprio sector agrícola cresceu cerca de 65 mil milhões de dólares entre 2000 e 2004, antes de ser cortada em cerca de 16 mil milhões de dólares em 2006. Todavia, com 372 mil milhões de dólares, estes gastos permanecem três vezes mais altos que a APD concedida aos países em desenvolvimento.