A sobrevivência de uma criança não deveria depender do local onde nasce, mas essa é a realidade de milhões de crianças: 99% das mortes de menores de cinco anos regista-se em países de rendimento baixo ou médio, sobretudo no subcontinente asiático e na África Subsariana - que conta com cerca de 50% do total de mortes infantis a nível mundial.
A taxa de sobrevivência das crianças varia significativamente entre países e também no interior de cada país e está fortemente relacionada com o rendimento e o nível de escolaridade da mãe: as crianças que pertencem ao grupo dos países 20% mais ricos têm duas vezes maior probabilidade de sobreviver do que as crianças que pertencem ao grupo dos países 20% mais pobres; as crianças que têm mães com instrução pelo menos ao nível secundário têm também duas vezes maior probabilidade de sobreviver do que as crianças de mães com um nível de escolaridade inferior. Uma criança que nasça num país em desenvolvimento tem 13 vezes maior probabilidade de morrer antes dos 5 anos de idade do que uma criança que nasça num país industrializado.
Este Objectivo quer mudar tais estatísticas e dar a cada criança, independentemente da sua nacionalidade ou condição socioeconómica, uma oportunidade igual para uma vida saudável e preenchida. Investir na saúde das crianças não só salva vidas inocentes como é crucial para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) e lançar muitos países para fora da pobreza. O Banco Mundial estima que investir em iniciativas de saúde infantil produz resultados que correspondem a sete vezes o valor dos fundos investidos, através da redução das despesas com a segurança social e dum aumento na produtividade económica.