Para além de enfrentarem a discriminação social e familiar, muitas mulheres ainda lutam para ultrapassar os obstáculos ao emprego no sector formal. As mulheres constituem a maioria da mão-de-obra agrícola a nível mundial e 60% das mulheres do planeta efectuam trabalho não remunerado ou mal pago na economia informal, o que as torna vulneráveis em termos financeiros e jurídicos. As populações mais marginalizadas são, por norma, as mais pobres – e dentro das mesmas, as mulheres, que representam a maioria entre os 1.2 mil milhões de pessoas que vivem com menos de 1.25 dólar/dia.
As escolas têm aberto as portas às raparigas e quase todas as
regiões conseguiram promover com sucesso a educação para o género feminino. A escolarização primária das raparigas aumentou mais do que a dos rapazes em todas as regiões em desenvolvimento entre 2000 e 2006. Como resultado, por cada três países, dois alcançaram a paridade de género no nível primário. Apesar dos ganhos impressionantes, só encontramos 91 raparigas na escola por cada 100 rapazes.
Apesar de uma maior participação parlamentar, as mulheres estão, ainda, longe de conseguir ocupar os níveis mais elevados do governo. Em Janeiro de 2008, entre 150 chefes de estado, 7 eram mulheres e entre 192 dos chefes de governos dos Estados-membros das Nações Unidas, 8 eram mulheres. De uma forma geral, apenas 16% dos cargos ministeriais de todo o mundo são atribuídos a mulheres. Existem 13 países que não têm uma única representação feminina em posições governamentais.